das mulheres brasileiras adotam pelo menos uma estratégia diária para reduzir o risco de sofrer violência
O número que resume tudo
78% das mulheres afirmam já ter sofrido ao menos um tipo de violência. Mas o dado mais revelador é o outro: 98% adotam alguma estratégia diária de proteção.
A distância entre os dois números é o ponto da pesquisa. A violência não organiza apenas a vida de quem já foi vítima — ela organiza a vida de praticamente todas. A estratégia mais comum é evitar determinados locais, adotada por 90%.
O medo tem gênero
A pesquisa ouviu homens e mulheres. A diferença aparece:
Dez pontos de diferença — e num patamar em que quase ninguém se sente seguro.
O custo que ninguém contabiliza
Aqui a pesquisa sai do campo da percepção e entra no da perda concreta:
Renda que não entrou, qualificação que não aconteceu, autonomia que não se construiu. É exatamente o que mantém tantas mulheres presas a situações das quais não conseguem sair — e é por isso que políticas de autonomia econômica e de enfrentamento à violência são o mesmo assunto, não dois.
Desconfiança das instituições
Peso eleitoral
78% afirmam que propostas de combate à violência nas ruas e no transporte público influenciarão seu voto nas eleições de outubro.
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Agência Brasil, 16 de setembro de 2026.
Pesquisa “Segurança das Mulheres: Percepção da Sociedade Brasileira sobre Violência” — Instituto Patrícia Galvão e Instituto Locomotiva, apresentada no painel “(In)segurança das Mulheres e Mobilidade” do 20º Encontro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.