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STF · Igualdade Salarial · Constitucionalidade

STF Valida Lei da Igualdade Salarial por Unanimidade: Empresas São Obrigadas a Publicar Relatórios

O Plenário do STF declarou constitucional a Lei nº 14.611/2023, que obriga empresas com mais de cem empregados a publicar relatórios de transparência salarial e adotar medidas para eliminar desigualdades entre homens e mulheres.

📅 24 de agosto de 2026 ⚖️ Lei nº 14.611/2023 🏛️ Plenário do STF — 14 mai. 2026
Unanimidade
Todos os ministros do STF confirmaram que a Lei da Igualdade Salarial é constitucional e de cumprimento obrigatório pelas empresas brasileiras
Julgamento
14 de maio de 2026
Resultado
Unanimidade · Constitucionalidade confirmada
Lei validada
Lei nº 14.611/2023
Efeitos imediatos
Prazo para o 6º Relatório: 31 ago. 2026

O Que o STF Decidiu

Em 14 de maio de 2026, o Plenário do STF validou por unanimidade os dispositivos da Lei nº 14.611/2023 — Lei da Igualdade Salarial, que obrigam empresas com mais de cem empregados a publicar relatórios de transparência salarial e a adotar medidas concretas para eliminar desigualdades remuneratórias entre homens e mulheres.

O Tribunal entendeu que a norma efetiva comandos constitucionais de combate à discriminação de gênero, em especial os artigos 5º (igualdade) e 7º (proteção ao trabalho da mulher) da Constituição Federal. A decisão encerra qualquer controvérsia sobre a obrigatoriedade da lei para as empresas.

O Que a Lei Determina

A Lei nº 14.611/2023 criou um conjunto de obrigações específicas para empregadores. As principais são:

1
Relatório de Transparência Salarial
Empresas com mais de 100 empregados devem publicar relatório com dados salariais desagregados por sexo, raça e cargo — duas vezes por ano.
2
Plano de Ação para Igualdade
Quando identificada desigualdade salarial, a empresa deve apresentar plano de ação com metas, prazos e medidas de correção.
3
Canais de Denúncia
Obrigatoriedade de criar canais específicos para recebimento de denúncias de discriminação salarial com proteção para denunciantes.
4
Multa por Descumprimento
Empresas que descumprirem podem ser multadas em até 3% da folha de salários, limitada a 100 salários mínimos — além da correção salarial devida.

Por Que Esta Notícia É Relevante Agora

Embora o julgamento do STF tenha ocorrido em maio de 2026, seus efeitos são diretamente relevantes neste momento: o prazo para envio do 6º Relatório de Transparência Salarial encerra em 31 de agosto de 2026.

⚠️ Atenção — prazo em 31 de agosto de 2026

Todas as empresas com mais de 100 empregados devem enviar o 6º Relatório de Transparência Salarial até 31 de agosto de 2026 ao Ministério do Trabalho. Com a constitucionalidade confirmada pelo STF, não há argumento jurídico para deixar de cumprir o prazo. O descumprimento sujeita a empresa a autuação e multa.

O Que Muda para as Trabalhadoras

A validação pelo STF reforça o caráter vinculante da lei e fecha a porta para qualquer tentativa de não cumprimento por parte das empresas. Na prática, as trabalhadoras podem:

Consultar os relatórios públicos publicados pelo Ministério do Trabalho para comparar sua remuneração com a de colegas homens no mesmo cargo. Exigir plano de ação quando a empresa identificar desigualdade e não tomar providências. Acionar o canal de denúncia interno da empresa ou a Superintendência Regional do Trabalho quando houver discriminação salarial identificada mas não corrigida.

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Fontes:
STF — Notícias, 14 mai. 2026 — Plenário valida por unanimidade Lei da Igualdade Salarial.
Ministério do Trabalho e Emprego — Portal da Transparência Salarial, ago. 2026.
Lei nº 14.611, de 3 de julho de 2023.