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Política e Direitos

Organizações pressionam por votação da lei anti-misoginia antes do recesso

Com o recesso parlamentar chegando, organizações de direitos das mulheres intensificam a mobilização pelo PL 896/2023, que criminaliza a misoginia. Entenda quem está pressionando, como e o que você pode fazer.

📅 19 de julho de 2026 🔄 Atualizado em 18 de outubro de 2026 ✍️ Dra. Priscilla Machado ⏱ 3 min de leitura

Com o recesso parlamentar se aproximando, organizações de direitos das mulheres, movimentos sociais e advogadas especializadas estão intensificando a pressão sobre o Congresso para que o PL 896/2023 — o projeto que criminaliza a misoginia — seja votado antes da pausa.

Por que a pressa antes do recesso?

O calendário parlamentar tem peso prático. Quando o Congresso entra em recesso, os projetos param. Aqueles que já têm relatores designados, votações agendadas ou acordos fechados têm mais chance de voltar à pauta após o recesso — os demais podem ficar meses ou até anos sem sair do lugar.

O PL 896/2023 foi apresentado no Senado em 2023, aprovado pelo Senado em 24 de março de 2026 e enviado à Câmara dos Deputados em 30 de março. Em 1º de julho, a Câmara aprovou o regime de urgência para o projeto. As organizações que o apoiam temem que um novo recesso sem votação reduza o apoio político necessário para aprová-lo.

Quem está pressionando e como?

A mobilização inclui uma combinação de estratégias:

O argumento central das organizações: a misoginia não é opinião — é uma forma de violência. Dar a ela um nome legal e uma punição específica é o que distingue um sistema que leva a sério a segurança das mulheres de um que trata o ódio de gênero como assunto menor.

Há resistência no Congresso?

Sim. Uma parte dos parlamentares argumenta que as leis existentes já são suficientes para punir condutas misóginas. Outros levantam preocupações sobre os limites entre criminalizar o ódio e restringir a liberdade de expressão. As organizações que apoiam o projeto, por sua vez, defendem que a votação não seja adiada.

O que você pode fazer?

Se você quer que esse projeto avance, existem formas concretas de contribuir:

Acompanhe o Leis Para Mulher para saber quando o projeto for à votação e qual o resultado.

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Pós-Doutora em Direito

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