O documento
A ONU Mulheres lançou, em 24 de setembro, um documento com dez propostas dirigidas a partidos e candidaturas nas eleições de outubro. Entre os temas cobrados:
Paridade de gênero
Em cargos eletivos e nas lideranças dos próprios partidos.
Cumprimento das cotas eleitorais
A exigência de que as regras já existentes sejam efetivamente respeitadas.
Violência política de gênero
Sistemas de prevenção e de resposta à violência dirigida a mulheres na política.
Igualdade salarial e emprego formal
Igualdade de remuneração e proteção ao emprego formal das mulheres.
Financiamento climático
Com participação de mulheres indígenas, negras e de comunidades tradicionais.
O recado: compromisso, não discurso
A representante da ONU Mulheres no Brasil, Gallianne Palayret, resumiu a cobrança: segundo ela, já existem “palavras bonitas sobre mulheres em quantidade suficiente no Brasil”. O que se espera agora, disse, são compromissos com metas, orçamento e prazos definidos.
A distinção proposta pela ONU Mulheres serve como filtro prático para ler qualquer plano de governo: a proposta diz quanto, até quando e com que dinheiro? Promessa sem meta, orçamento e prazo é intenção — não compromisso.
O tema tem peso eleitoral mensurável: na pesquisa dos institutos Patrícia Galvão e Locomotiva divulgada neste mês, 78% dos entrevistados afirmaram que propostas de combate à violência nas ruas e no transporte público vão influenciar o voto em outubro.
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Agência Brasil, 24/09/2026.