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Brasil teve 1.571 feminicídios em 2025, recorde da série histórica

Dados do 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostram alta de 4% sobre 2024, mesmo com queda no total de mulheres assassinadas no país.

📅 19 de outubro de 2026 📊 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública ⏱ 3 min de leitura
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Ficha dos dados
Fonte20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP)
DivulgaçãoJulho de 2026
Feminicídios em 20251.571 (1.504 em 2024, alta de 4%)
Tentativas de feminicídio4.189 vítimas (alta de 5,9%)
Mortas dentro de casa62,5% das vítimas

Recorde da série histórica

O Brasil registrou 1.571 feminicídios em 2025, segundo o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado em julho pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). É o maior número da série histórica, iniciada em 2015, ano em que o feminicídio passou a constar na lei.

Em 2024, foram 1.504 casos, o que representa uma alta de 4% em um ano. Na média, mais de quatro mulheres foram mortas por dia por serem mulheres.

Menos homicídios de mulheres, mais feminicídios

O recorde convive com um dado que parece contraditório. O total de mulheres assassinadas caiu 5,5%, de 3.728 em 2024 para 3.539 em 2025. O que cresceu foi a parcela desses crimes reconhecida como feminicídio: 44,4% dos homicídios de mulheres de 2025 foram registrados assim, o maior percentual desde 2015.

Por isso, o número precisa ser lido com cuidado. Parte do recorde se explica pela melhor identificação e notificação dos casos pelas polícias, como destacou a coluna de Matheus Leitão no Metrópoles. Isso não explica tudo: as tentativas de feminicídio subiram 5,9% e chegaram a 4.189 vítimas em 2025.

Quem mata e onde

Nos casos com autoria identificada, 96,4% dos feminicídios foram cometidos por homens. O parceiro íntimo aparece em 60,9% dos casos e o ex-parceiro em 18,9%, ou seja, cerca de oito em cada dez. Familiares respondem por 12,1%.

A casa é o lugar onde mais mulheres foram mortas: 62,5% das vítimas morreram dentro da residência. Entre as vítimas, 65,1% são negras e 56,5% têm entre 25 e 44 anos.

Os sinais aparecem antes

O Anuário mostra que o feminicídio raramente acontece sem aviso. Para cada feminicídio registrado em 2025, houve:

Os crimes que antecedem a morte também cresceram. Os descumprimentos de medida protetiva de urgência chegaram a 132.025 registros (alta de 16,7%). A perseguição somou 123.871 casos (alta de 30,1%), e a violência psicológica, 60.830 (alta de 16,9%).

O que diz a lei

Onde buscar ajuda

A medida protetiva pode ser pedida na delegacia, de preferência na Delegacia da Mulher, no Ministério Público ou na Defensoria Pública. Ameaça, perseguição e medida protetiva descumprida são sinais de alerta e podem ser comunicados à polícia.

Em situação de violência

Em perigo, ligue 190. Para orientação e denúncia, ligue 180, a Central de Atendimento à Mulher, gratuita, sigilosa e disponível 24 horas.

Fontes: FBSP, Fonte Segura (23/07/2026); Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 (PDF); Metrópoles, coluna Matheus Leitão (16/10/2026); Correio Braziliense; CartaCapital; Vermelho.

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